:: Hymni Nocturnales ::

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:: segunda-feira, outubro 07, 2002 ::

Adeamus ad montem, fodere putas, cum porribus nostrus"

A tradução:
"Vamos à montanha, plantar batatas, com nossas enxadas"

++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++

Cristo, te amo,
não porque descendes de uma estrela
senão porque me revelaste
que o homem tem lágrimas,
angústias
e chaves para abrir as
portas cerradas da luz.

Sim, tu me ensinaste que o homem é deus
um pobre deus crucificado
como tu
e aquele que está à sua esquerda
no Golgota,
o mal ladrão
também é Deus.


"San Guevara de la Higuera"

+++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++

Torquato Neto



--------------------------------------------------------------------------------


Torquato neto Cogito

eu sou como eu sou
pronome
pessoal intransferível
do homem que iniciei
na medida do impossível

eu sou como eu sou
agora
sem grandes segredos dantes
sem novos secretos dentes
nesta hora

eu sou como eu sou
presente
desferrolhado indecente
feito um pedaço de mim

eu sou como eu sou
vidente
e vivo tranquilamente
todas as horas do fim.

+++++++++++++++
Toda a vida de uma pessoa passa diante de seus olhos no momento que esta está morrendo. Este fenômeno é chamado "viver"

-- (Terry Pratchett, The Last Continent)

+++++++++++++++

Frases

"Todos os cogumelos são comestíveis. Alguns só uma vez."

"Quem tem olho gordo, usa colírio diet."

"Tudo na vida muda, até a surda muda. "

"Fazendo muita merda que se aduba a vida!"

"Macho que é macho não engole sapo, come perereca!"

"Existem três tipos de pessoas: as que sabem contar e as que não sabem."

"Aonde vamos parar? Até Papai-Noel anda saindo com veados."

"Não adianta balançar...o último pingo sempre é da cueca."

"Nasci careca, pelado e sem dente. O que vier é lucro!"

"Macho que é macho não mata a aula, assassina o professor..."

"Ser bissexual dobra suas chances para um encontro no fim de semana."

"Rouba dos ricos e dá aos pobres. Além de ladrão é gay."

"A pior das sextas-feiras ainda é melhor do que a melhor das segundas-feiras.."

"Seja legal com seus filhos. Eles que vão escolher seu asilo."

"Amigos vem e se vão, inimigos se acumulam."

"Não há melhor momento do que hoje para deixar para amanhã o que você não vai fazer nunca."

"Eu sempre me importei com a beleza interior da mulher. Uma vez dentro...beleza!"

"Quem dá aos pobres, tem que pagar o Motel!"

"Se eu fosse jardineiro só ia cuidar das trepadeiras..."


:: Nergal 5:39 p.m. [+] ::
...
Adeamus ad montem, fodere putas, cum porribus nostrus"

A tradução:
"Vamos à montanha, plantar batatas, com nossas enxadas"

++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++

Cristo, te amo,
não porque descendes de uma estrela
senão porque me revelaste
que o homem tem lágrimas,
angústias
e chaves para abrir as
portas cerradas da luz.

Sim, tu me ensinaste que o homem é deus
um pobre deus crucificado
como tu
e aquele que está à sua esquerda
no Golgota,
o mal ladrão
também é Deus.


"San Guevara de la Higuera"

+++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++

Torquato Neto



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Torquato neto Cogito

eu sou como eu sou
pronome
pessoal intransferível
do homem que iniciei
na medida do impossível

eu sou como eu sou
agora
sem grandes segredos dantes
sem novos secretos dentes
nesta hora

eu sou como eu sou
presente
desferrolhado indecente
feito um pedaço de mim

eu sou como eu sou
vidente
e vivo tranquilamente
todas as horas do fim.

+++++++++++++++
Toda a vida de uma pessoa passa diante de seus olhos no momento que esta está morrendo. Este fenômeno é chamado "viver"

-- (Terry Pratchett, The Last Continent)

+++++++++++++++

Frases

"Todos os cogumelos são comestíveis. Alguns só uma vez."

"Quem tem olho gordo, usa colírio diet."

"Tudo na vida muda, até a surda muda. "

"Fazendo muita merda que se aduba a vida!"

"Macho que é macho não engole sapo, come perereca!"

"Existem três tipos de pessoas: as que sabem contar e as que não sabem."

"Aonde vamos parar? Até Papai-Noel anda saindo com veados."

"Não adianta balançar...o último pingo sempre é da cueca."

"Nasci careca, pelado e sem dente. O que vier é lucro!"

"Macho que é macho não mata a aula, assassina o professor..."

"Ser bissexual dobra suas chances para um encontro no fim de semana."

"Rouba dos ricos e dá aos pobres. Além de ladrão é gay."

"A pior das sextas-feiras ainda é melhor do que a melhor das segundas-feiras.."

"Seja legal com seus filhos. Eles que vão escolher seu asilo."

"Amigos vem e se vão, inimigos se acumulam."

"Não há melhor momento do que hoje para deixar para amanhã o que você não vai fazer nunca."

"Eu sempre me importei com a beleza interior da mulher. Uma vez dentro...beleza!"

"Quem dá aos pobres, tem que pagar o Motel!"

"Se eu fosse jardineiro só ia cuidar das trepadeiras..."


:: Nergal 5:38 p.m. [+] ::
...
POESÍA

Cancioneiro profano


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Cantigas de amigo

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Meendiño



Sedia-m?eu na ermida de San Simion
e cercaron-mi as ondas, que grandes son:
eu atendend?o meu amigo,
eu atendend?o meu amigo!
Estando na ermida ant?o altar,
[e] cercaron-mi as ondas grandes do mar:
eu atendend?o meu amigo!
eu atendend?o meu amigo!

E cercaron-mi as ondas, que grandes son,
non ei [i] barqueiro, nen remador:
eu atendend?o meu amigo!
eu atendend?o meu amigo!

E cercaron-mi as ondas do alto mar,
non ei [i] barqueiro, nen sei remar:
eu atendend?o meu amigo!
eu atendend?o meu amigo!

Non ei i barqueiro, nen remador,
morrerei fremosa no mar maior:
eu atendend?o meu amigo!
eu atendend?o meu amigo!

Non ei [i] barqueiro, nen sei remar
morrerei fremosa no alto mar:
eu atendend?o meu amigo!
eu atendend?o meu amigo!


Fonte: José Joaquim Nunes (ed.) (1926): Cantigas d?amigo dos trovadores galego-portugueses. Vol. II. Coimbra: Imprensa da Universidade. Reimpresión: New York, Kraus Reprint, 1971, pp. 229-230.




--------------------------------------------------------------------------------
Martin Codax


Ondas do mar de Vigo,
se vistes meu amigo!
e ai Deus, se verrá cedo!
Ondas do mar levado,
se vistes meu amado!
e ai Deus, se verrá cedo!

Se vistes meu amigo,
o por que eu sospiro!
e ai Deus, se verrá cedo!

Se vistes meu amado
por que ei gram cuidado!
e ai Deus, se verrá cedo!


Fonte: José Joaquim Nunes (ed.) (1926): Cantigas d?amigo dos trovadores galego-portugueses. Vol. II. Coimbra: Imprensa da Universidade. Reimpresión: New York, Kraus Reprint., 1971, p. 441.


--------------------------------------------------------------------------------
Payo Gómez Chariño


As ffroles do meu amigo
briosas uan no nauyo
E uanss?as frores
d?aquí ben con meus amores,
idas som as frores
d?aquí ben con meus amores.
As ffrores do meu amado
briosas uan no barco.
E uanss?as frores
d?aquí ben con meus amores,
idas som as frores
d?aquí ben con meus amores.

Briosas uan eno navío
para chegar ao ferido.
E uanss?as frores
d?aquí ben con meus amores,
idas som as frores
d?aquí ben con meus amores.

Briosas uan eno barco
pera chegar ao fossado.
E uanss?as frores
d?aquí ben con meus amores,
idas som as frores
d?aquí ben con meus amores.

Pera chegar ao ferido
seruirmi, corpo uelido.
E uanss?as frores
d?aquí ben con meus amores,
idas som as frores
d?aquí ben con meus amores.

Pera chegar ao fossado
(de) seruirmi, corpo loado.
E uanss?as frores
d?aquí ben con meus amores,
idas som as frores
d?aquí ben con meus amores.


Fonte: Armando Cotarelo Valledor (ed.) (1934): Cancionero de Payo Gómez Chariño. Madrid, Librería General de Victoriano Suárez. Revisado: prólogo e apéndices de Enrique Monteagudo Romero. Xunta de Galicia, pp. 359-360.




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Airas Nunez


Bailemos nós ja todas tres, ai amigas,
so aquestas avelaneiras frolidas,
e quen for velida como nós, velidas,
se amigo amar,
so aquestas avelaneiras frolidas
verrá bailar.
Bailemos nós ja todas tres, ai irmanas,
so aqueste ramo d?estas avelanas,
e quen for louçana como nós, louçanas,
se amigo amar,
so aqueste ramo d?estas avelanas,
verra bailar.

Por Deus, ai amigas, mentr?al nom fazemos,
so aqueste ramo frolido bailemos,
e quen ben parecer como nós parecemos,
se amigo amar,
so aqueste ramo, sol que nós bailemos
verra bailar.


Fonte: Giuseppe Tavani (ed.) (1993): A poesía de Airas Nunez. Trad.: R. Álvarez Blanco. Vigo: Galaxia, p. 112.




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Pero Meogo


Levóus?a louçana,
levóus?a velida,
vai lavar cabelos
na fontana fría,
leda dos amores,
dos amores leda.
Levóus?a velida,
levóus?a louçana,
vai lavar cabelos
na fría fontana,
leda dos amores,
dos amores leda.

Vai lavar cabelos
na fontana fría,
passou seu amigo
que lhi ben quería,
leda dos amores,
dos amores leda.

Vai lavar cabelos
na fría fontan,
passa seu amigo
que muit?a amava,
leda dos amores,
dos amores leda.

Passa seu amigo
que lhi ben quería,
o cervo do monte
a augua volvía,
leda dos amores,
dos amores leda.

Passa seu amigo
que muito amava
o cervo do monte
volvía a augua,
leda dos amores,
dos amores leda.



Fonte: Xosé Luís Méndez Ferrín (ed.) (1966): O cancioneiro de Pero Meogo. Vigo: Ed. Galaxia, pp. 159-160.




--------------------------------------------------------------------------------
Joan Airas de Santiago


Todalas cousas eu vejo partir
Todalas cousas eu vejo partir
do mund? en como soian seer,
e vej? as gentes partir de fazer
ben que soian, ¡tal tempo vos ven!,
mais non se pod? o coraçon partir
do meu amigo de mi querer ben.
Pero que ome part? o coraçon
das cousas que ama, per bõa fe,
e parte-s? ome da terra ond? é,
e parte-s? ome d? u gran[de] prol ten,
non se pode partilo coraçon
do meu amigo de mi [querer ben].

Todalas cousas eu vejo mudar,
mudan-s? os tempos e muda-s? o al,
muda-s? a gente en fazer ben ou mal,
mudan-s? os ventos e tod? outra ren,
mais non se pod? o coraçon mudar
do meu amigo de mi querer ben.



Fonte: José Luis Rodríguez (ed.) (1980): El cancionero de Joan Airas de Santiago. Universidade de Santiago de Compostela. Anexo 12 de Verba, p. 142.




--------------------------------------------------------------------------------

Cantigas de amor

--------------------------------------------------------------------------------


Bernal de Bonaval



A dona que eu am? e tenho por senhor
amostrade-mh-a, Deus, se vos em prazer for,
se non dade-mh-a morte.
A que tenh? eu por lume d? estes olhos meus
e por que choran sempr? , amostrade-mh-a, Deus,
se non dade-mh-a morte.

Essa que vós fezestes melhor parecer
de quantas sey, ay Deus!, fazede-mh-a veer,
se non dade-mh-a morte.

Ai, Deus! qui mh-a fezestes mays ca mim amar,
mostrade-mh-a u possa com ela falar,
se nom dade-mi-a morte.

Fonte: Mª Luisa Indini (ed.) (1978): Bernal de Bonaval. Poesie. Bari: Adriatica Editrice, pp. 113-114.




--------------------------------------------------------------------------------
Pero da Ponte


Se eu podesse desamar
a quen me sempre desamou,
e podess? algun mal buscar
a quen mi sempre mal buscou!
Assy me vingaria eu,
se eu podesse coyta dar,
a quen mi sempre coyta deu.
Mays sol non posso eu enganar
meu coraçon que m? enganou,
per quanto mi faz desejar
a quen me nunca desejou.
E per esto non dormio eu,
porque non poss? eu coita dar,
a quen mi sempre coyta deu.

Mays rog? a Deus que desampar
a quen mh? assy desamparou,
ou que podess? eu destorvar
a quen me sempre destorvou.
E logo dormiria eu,
se eu podesse coyta dar,
a quen mi sempre coyta deu.

Vel que ousass? en preguntar
a quen me nunca preguntou,
per que me fez en ssy cuydar,
poys ela nunca en min cuydou.
E por esto lazero eu,
porque non poss?eu coyta dar,
a quen mi sempre coyta deu.

Fonte: Saverio Panunzio (ed.) (1992): Pero da Ponte. Poesías. Trad.: R. Mariño Paz. Vigo: Galaxia, pp. 82-84.




--------------------------------------------------------------------------------

Outras


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Afonso X



Non me posso pagar tanto
do canto
das aves nen do seu son,
nen d?amor nen de mixon
nen d?armas - ca ei espanto,
por quanto
mui perig(o)sas son,
- come dun bon galeon,
que mi alongue muit?aginha
deste demo da campinha
u os alacrães son;
ca dentro no coraçon
senti deles a espinha!
E juro par Deus lo santo
que manto
non tragerei nen granhon,
nen terrei d?amor razon
nen d?armas, por que quebranto
e chanto
ven delas toda sazon;
mais tragerei un dormon,
e irei pela marinha
vendend? azeit? e farinha;
e fugirei do poçon
do alacran, ca eu non
lhi sei outra meezinha.

Nen de lançar a tavolado
pagado
non sõo, se Deus m?ampar,
aqui, nen de bafordar;
e andar de noute armado,
sen grado
o faço, e a roldar;
ca mais me pago do mar
que de seer cavaleiro;
ca eu foi já marinheiro
e quero-m? ôi-mais guardar
do alacran, e tornar
ao que me foi primeiro.

E direi-vos un recado:
pecado
nunca me pod?enganar
que me faça já falar
en armas, ca non m?é dado
(doado
m?é de as eu razõar,
pois-las non ei a provar);
ante quer? andar sinlheiro
e ir come mercadeiro
algûa terra buscar,
u me non possan culpar
alacran negro nen veiro.

Fonte: M. Rodrigues Lapa (ed.) (1970): Cantigas d?escarnho e de mal dizer dos cancioneiros medievais galego-portugueses, 2ª ed., Vigo: Galaxia, pp. 13-16.




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Martín Soares
No mundo non sei parella
mentre me for como me vay,
ca ja moiro por vos e ay!
Mia sennor branca / e vermella,
queredes que vus retraya
quando vus eu vi en saya.
Mao dia me levantey
que vus enton non vi fea!
E, mia señor, des aquel[la]
me foy a mi muy mal di?ay!
E vus, filla de don Paay
Moniz, e ben vus semella
d?aver eu por vos guarvaya,
pois eu, mia señor, d?alfaya
nunca de vos ouve nen ey
valia d?ûa correa.

Fonte: V. Bertolucci Pizzorusso (ed.) (1992): As poesías de Martin Soares. Trad.: E. X. González Seoane. Vigo: Galaxia, pp. 58-59.



Un Vers de Dreyt Nien

Farai un vers de dreyt nien:
Non er de mi ni d'autra gen,
non er d'amore ni de joven,
ni de ren au,
qu'enans fo trobatz en durmen
sobre chevau.
No sai en qual hora'm fuy natz:
No suy alegres ni iratz,
no suy estrayns ni sui privatz,
ni no'n puesc au,
qu'enaissi fuy de nueitz fadatz,
sobr'un pueg au.

Malautz suy e tremi murir,
e ren no'n sai mas quan n'aug dir;
metge querai al mieu albir,
e no sai cau;
bos metges er si'm pot guerir,
mas non, si amau.



A Song about Nothing at All

I will sing a song about nothing at all:
Neither about me nor about anyone else,
neither about love nor about youth,
nor about anything else,
it came to me while asleep
on the horse.
I don't know when I was born:
I am not happy and not sad,
I am not from there, I am not from here,
it was only given to me by destiny,
one night,
on a high mountain.

I am ill and fear to die,
but I don't know from what,
I will see a doctor
but I don't know whom;
if he can cure me he is good,
if I get worse, he is bad.



:: Nergal 5:38 p.m. [+] ::
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POESÍA

Cancioneiro profano


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Cantigas de amigo

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Meendiño



Sedia-m?eu na ermida de San Simion
e cercaron-mi as ondas, que grandes son:
eu atendend?o meu amigo,
eu atendend?o meu amigo!
Estando na ermida ant?o altar,
[e] cercaron-mi as ondas grandes do mar:
eu atendend?o meu amigo!
eu atendend?o meu amigo!

E cercaron-mi as ondas, que grandes son,
non ei [i] barqueiro, nen remador:
eu atendend?o meu amigo!
eu atendend?o meu amigo!

E cercaron-mi as ondas do alto mar,
non ei [i] barqueiro, nen sei remar:
eu atendend?o meu amigo!
eu atendend?o meu amigo!

Non ei i barqueiro, nen remador,
morrerei fremosa no mar maior:
eu atendend?o meu amigo!
eu atendend?o meu amigo!

Non ei [i] barqueiro, nen sei remar
morrerei fremosa no alto mar:
eu atendend?o meu amigo!
eu atendend?o meu amigo!


Fonte: José Joaquim Nunes (ed.) (1926): Cantigas d?amigo dos trovadores galego-portugueses. Vol. II. Coimbra: Imprensa da Universidade. Reimpresión: New York, Kraus Reprint, 1971, pp. 229-230.




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Martin Codax


Ondas do mar de Vigo,
se vistes meu amigo!
e ai Deus, se verrá cedo!
Ondas do mar levado,
se vistes meu amado!
e ai Deus, se verrá cedo!

Se vistes meu amigo,
o por que eu sospiro!
e ai Deus, se verrá cedo!

Se vistes meu amado
por que ei gram cuidado!
e ai Deus, se verrá cedo!


Fonte: José Joaquim Nunes (ed.) (1926): Cantigas d?amigo dos trovadores galego-portugueses. Vol. II. Coimbra: Imprensa da Universidade. Reimpresión: New York, Kraus Reprint., 1971, p. 441.


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Payo Gómez Chariño


As ffroles do meu amigo
briosas uan no nauyo
E uanss?as frores
d?aquí ben con meus amores,
idas som as frores
d?aquí ben con meus amores.
As ffrores do meu amado
briosas uan no barco.
E uanss?as frores
d?aquí ben con meus amores,
idas som as frores
d?aquí ben con meus amores.

Briosas uan eno navío
para chegar ao ferido.
E uanss?as frores
d?aquí ben con meus amores,
idas som as frores
d?aquí ben con meus amores.

Briosas uan eno barco
pera chegar ao fossado.
E uanss?as frores
d?aquí ben con meus amores,
idas som as frores
d?aquí ben con meus amores.

Pera chegar ao ferido
seruirmi, corpo uelido.
E uanss?as frores
d?aquí ben con meus amores,
idas som as frores
d?aquí ben con meus amores.

Pera chegar ao fossado
(de) seruirmi, corpo loado.
E uanss?as frores
d?aquí ben con meus amores,
idas som as frores
d?aquí ben con meus amores.


Fonte: Armando Cotarelo Valledor (ed.) (1934): Cancionero de Payo Gómez Chariño. Madrid, Librería General de Victoriano Suárez. Revisado: prólogo e apéndices de Enrique Monteagudo Romero. Xunta de Galicia, pp. 359-360.




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Airas Nunez


Bailemos nós ja todas tres, ai amigas,
so aquestas avelaneiras frolidas,
e quen for velida como nós, velidas,
se amigo amar,
so aquestas avelaneiras frolidas
verrá bailar.
Bailemos nós ja todas tres, ai irmanas,
so aqueste ramo d?estas avelanas,
e quen for louçana como nós, louçanas,
se amigo amar,
so aqueste ramo d?estas avelanas,
verra bailar.

Por Deus, ai amigas, mentr?al nom fazemos,
so aqueste ramo frolido bailemos,
e quen ben parecer como nós parecemos,
se amigo amar,
so aqueste ramo, sol que nós bailemos
verra bailar.


Fonte: Giuseppe Tavani (ed.) (1993): A poesía de Airas Nunez. Trad.: R. Álvarez Blanco. Vigo: Galaxia, p. 112.




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Pero Meogo


Levóus?a louçana,
levóus?a velida,
vai lavar cabelos
na fontana fría,
leda dos amores,
dos amores leda.
Levóus?a velida,
levóus?a louçana,
vai lavar cabelos
na fría fontana,
leda dos amores,
dos amores leda.

Vai lavar cabelos
na fontana fría,
passou seu amigo
que lhi ben quería,
leda dos amores,
dos amores leda.

Vai lavar cabelos
na fría fontan,
passa seu amigo
que muit?a amava,
leda dos amores,
dos amores leda.

Passa seu amigo
que lhi ben quería,
o cervo do monte
a augua volvía,
leda dos amores,
dos amores leda.

Passa seu amigo
que muito amava
o cervo do monte
volvía a augua,
leda dos amores,
dos amores leda.



Fonte: Xosé Luís Méndez Ferrín (ed.) (1966): O cancioneiro de Pero Meogo. Vigo: Ed. Galaxia, pp. 159-160.




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Joan Airas de Santiago


Todalas cousas eu vejo partir
Todalas cousas eu vejo partir
do mund? en como soian seer,
e vej? as gentes partir de fazer
ben que soian, ¡tal tempo vos ven!,
mais non se pod? o coraçon partir
do meu amigo de mi querer ben.
Pero que ome part? o coraçon
das cousas que ama, per bõa fe,
e parte-s? ome da terra ond? é,
e parte-s? ome d? u gran[de] prol ten,
non se pode partilo coraçon
do meu amigo de mi [querer ben].

Todalas cousas eu vejo mudar,
mudan-s? os tempos e muda-s? o al,
muda-s? a gente en fazer ben ou mal,
mudan-s? os ventos e tod? outra ren,
mais non se pod? o coraçon mudar
do meu amigo de mi querer ben.



Fonte: José Luis Rodríguez (ed.) (1980): El cancionero de Joan Airas de Santiago. Universidade de Santiago de Compostela. Anexo 12 de Verba, p. 142.




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Cantigas de amor

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Bernal de Bonaval



A dona que eu am? e tenho por senhor
amostrade-mh-a, Deus, se vos em prazer for,
se non dade-mh-a morte.
A que tenh? eu por lume d? estes olhos meus
e por que choran sempr? , amostrade-mh-a, Deus,
se non dade-mh-a morte.

Essa que vós fezestes melhor parecer
de quantas sey, ay Deus!, fazede-mh-a veer,
se non dade-mh-a morte.

Ai, Deus! qui mh-a fezestes mays ca mim amar,
mostrade-mh-a u possa com ela falar,
se nom dade-mi-a morte.

Fonte: Mª Luisa Indini (ed.) (1978): Bernal de Bonaval. Poesie. Bari: Adriatica Editrice, pp. 113-114.




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Pero da Ponte


Se eu podesse desamar
a quen me sempre desamou,
e podess? algun mal buscar
a quen mi sempre mal buscou!
Assy me vingaria eu,
se eu podesse coyta dar,
a quen mi sempre coyta deu.
Mays sol non posso eu enganar
meu coraçon que m? enganou,
per quanto mi faz desejar
a quen me nunca desejou.
E per esto non dormio eu,
porque non poss? eu coita dar,
a quen mi sempre coyta deu.

Mays rog? a Deus que desampar
a quen mh? assy desamparou,
ou que podess? eu destorvar
a quen me sempre destorvou.
E logo dormiria eu,
se eu podesse coyta dar,
a quen mi sempre coyta deu.

Vel que ousass? en preguntar
a quen me nunca preguntou,
per que me fez en ssy cuydar,
poys ela nunca en min cuydou.
E por esto lazero eu,
porque non poss?eu coyta dar,
a quen mi sempre coyta deu.

Fonte: Saverio Panunzio (ed.) (1992): Pero da Ponte. Poesías. Trad.: R. Mariño Paz. Vigo: Galaxia, pp. 82-84.




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Outras


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Afonso X



Non me posso pagar tanto
do canto
das aves nen do seu son,
nen d?amor nen de mixon
nen d?armas - ca ei espanto,
por quanto
mui perig(o)sas son,
- come dun bon galeon,
que mi alongue muit?aginha
deste demo da campinha
u os alacrães son;
ca dentro no coraçon
senti deles a espinha!
E juro par Deus lo santo
que manto
non tragerei nen granhon,
nen terrei d?amor razon
nen d?armas, por que quebranto
e chanto
ven delas toda sazon;
mais tragerei un dormon,
e irei pela marinha
vendend? azeit? e farinha;
e fugirei do poçon
do alacran, ca eu non
lhi sei outra meezinha.

Nen de lançar a tavolado
pagado
non sõo, se Deus m?ampar,
aqui, nen de bafordar;
e andar de noute armado,
sen grado
o faço, e a roldar;
ca mais me pago do mar
que de seer cavaleiro;
ca eu foi já marinheiro
e quero-m? ôi-mais guardar
do alacran, e tornar
ao que me foi primeiro.

E direi-vos un recado:
pecado
nunca me pod?enganar
que me faça já falar
en armas, ca non m?é dado
(doado
m?é de as eu razõar,
pois-las non ei a provar);
ante quer? andar sinlheiro
e ir come mercadeiro
algûa terra buscar,
u me non possan culpar
alacran negro nen veiro.

Fonte: M. Rodrigues Lapa (ed.) (1970): Cantigas d?escarnho e de mal dizer dos cancioneiros medievais galego-portugueses, 2ª ed., Vigo: Galaxia, pp. 13-16.




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Martín Soares
No mundo non sei parella
mentre me for como me vay,
ca ja moiro por vos e ay!
Mia sennor branca / e vermella,
queredes que vus retraya
quando vus eu vi en saya.
Mao dia me levantey
que vus enton non vi fea!
E, mia señor, des aquel[la]
me foy a mi muy mal di?ay!
E vus, filla de don Paay
Moniz, e ben vus semella
d?aver eu por vos guarvaya,
pois eu, mia señor, d?alfaya
nunca de vos ouve nen ey
valia d?ûa correa.

Fonte: V. Bertolucci Pizzorusso (ed.) (1992): As poesías de Martin Soares. Trad.: E. X. González Seoane. Vigo: Galaxia, pp. 58-59.



Un Vers de Dreyt Nien

Farai un vers de dreyt nien:
Non er de mi ni d'autra gen,
non er d'amore ni de joven,
ni de ren au,
qu'enans fo trobatz en durmen
sobre chevau.
No sai en qual hora'm fuy natz:
No suy alegres ni iratz,
no suy estrayns ni sui privatz,
ni no'n puesc au,
qu'enaissi fuy de nueitz fadatz,
sobr'un pueg au.

Malautz suy e tremi murir,
e ren no'n sai mas quan n'aug dir;
metge querai al mieu albir,
e no sai cau;
bos metges er si'm pot guerir,
mas non, si amau.



A Song about Nothing at All

I will sing a song about nothing at all:
Neither about me nor about anyone else,
neither about love nor about youth,
nor about anything else,
it came to me while asleep
on the horse.
I don't know when I was born:
I am not happy and not sad,
I am not from there, I am not from here,
it was only given to me by destiny,
one night,
on a high mountain.

I am ill and fear to die,
but I don't know from what,
I will see a doctor
but I don't know whom;
if he can cure me he is good,
if I get worse, he is bad.



:: Nergal 5:35 p.m. [+] ::
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